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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Fotografia de Cristal e o Chaveiro de Olhos De Coração

O garoto numa cachoeira cheia de garotos com colares quadrados de ouro conheceu um rapaz.


O rapaz o salvou de um penhasco, logo depois sumiu para salvar seu amigo também.


Depois de dois longos dias de aflição, o garoto infeliz consegue falar com o rapaz.

Esse rapaz levou ele pra um gazebo num campo.

Aprontavam todo tipo de coisas lá, e o rapaz disse-lhe que nunca havia levado ninguém ali.

O garoto se preocupava com outros garotos que tentavam invadir o gazebo.

O rapaz disse com confiança que ninguém jamais chegaria ali.

Os dois ficaram muito amigos, o garoto deu-lhe um chaveiro com olhos de coração e o rapaz, deu-lhe uma fotografia feita de cristal, tão lindo que seus olho lacrimejaram.


O garoto pegou essa fotografia, botou numa moldura de ouro e se exibiu para todos.

O rapaz começou a ficar diferente e o garoto viu que outra pessoas estavam chegando perto demais do gazebo.

Fuçou nas escrivaninhas que estavam ali afim de encontrar algo para se proteger, o rapaz considerou aquilo traição.

O garoto ficou decepcionado, encontrou uma outra fotografia de cristal, se sentiu idiota e impotente, perdeu o controle fez greve de fome, surtou!

O rapaz que sempre teve o olhar doce e o mais belo sorriso do mundo, agora olhava para o garoto com olhar duro, pensativo, e as vezes com repulsa.

Até que um dia, quando tentou procurar o rapaz um outro garoto estava no gazebo, e o garoto anterior decide por um fim nisso.

O rapaz diz então que ele está proibido de voltar lá,  com raiva derruba sua moldura com a fotografia de cristal que parecia inquebrável e vê na sua frente sobrar apenas a moldura com muitos cacos de cristal.

O garoto nota que o chaveiro com olhos de coração, descansava no lixo.

Tenta voltar sozinho no gazebo, mas já não aparece mais ninguém por lá.


Desiste então e volta pra cachoeira, onde encontra vários outros garotos e percebe que os colares, na realidade, são molduras de ouro que um dia, tiveram fotografias de cristal.

O garoto ainda tenta voltar no gazebo por algumas vezes, o rapaz por vezes estava por lá, mas agiu como se fosse uma visita indesejada.

Agora o garoto descansa e luta ao mesmo tempo numa batalha de vida ou morte com ele mesmo.


Decide por fim, no meio da cachoeira, jogar o seu chaveiro para talvez para que um dia ele possa ficar limpo de novo.

O garoto sente o vento bater em seu rosto, escreve adeus em uma carta e coloca embaixo da porta do gazebo.


Volta pra casa mas não há ninguém lá o esperando, seu peito está vazio, parece que esqueceu algo no gazebo mas não pode mais voltar.


Sem dormir, comer ou pensar direito o garoto começa a se questionar.


Será que um dia vou entender por que me salvou do penhasco e depois me empurrou no precipício?