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sábado, 13 de agosto de 2016

Árvore dos Desejos

    Isaac era um garoto comum, não era pobre e não era rico, tinha uma família que ele gostava as vezes e noutras odiava, ele não era lá muito ambicioso, mas ainda sim, sentia-se incompleto, como se sentisse que algo estava faltando em sua vida, mesmo que tivesse sua mãe, comida no prato e não lhe faltasse nada.
    Por diversas vezes, Isaac decidiu que não ia sair de casa por que estava desanimado demais para fazer qualquer coisa, tudo acabava cansando sua mente, o que ele precisava era se sentir vivo de novo.    Certo dia em sua casa, ele brigou com a sua mãe, Joaquina, brigou por motivos bobos mas com seus 16 anos, Isaac achava que ninguém da sua casa podia compreender sua mente, tão pouco, chegar a ter algum tipo de conhecimento que fosse no mínimo interessante e depois dessa briga, ele decidiu que estava na hora de sair de casa, e ia fazer sua mãe deixando ou não, então pegou sua mochila, botou nas costas e foi embora.
    Chegando perto de uma praça, já longe da sua casa, Isaac percebeu que seria uma boa ideia procurar alguma árvore pra descansar, mas não quis entrar na parte bonita do bosque, que ficava atrás da praça, ele preferiu seguir as árvores secas, pois via uma beleza nelas que não sabia explicar, o modo como as gotículas de água ficavam nas pontas dos galhos e por vezes pensava como quem não quer nada, sobre a vida da árvore, quanto tempo ela ficou viva? será que ela já foi bonita? teve ninhos com passarinhos? cupins? talvez formigas a destruíram.  Ele se perguntava esse tipo de coisa frequentemente sobre as coisas que via por ai, pensava por exemplo o que será que o fulano de jaqueta vermelha que passou por ele há 20 minutos estava indo fazer? ele o imaginava chegando em casa, tirando a jaqueta, conversando com a sua família, imaginava quais seriam seus dramas de vida e por ai vai.
    Depois de muito andar, Isaac passou por uma ponte de um material que ele não conhecia; metal? concreto? Não, era cimento mesmo! não sabia dizer.
    A ponte parecia conter muitas histórias, mas estava tão calma, apesar da aparência sugerir o oposto já que estava velha e a cor desbotada, galhos secos do que seriam uma trepadeira linda com flores tapavam toda a parte lateral da ponte, e no final havia um arco com galhos secos e pretos.
   Mais a frente, folhas secas e velhas espalhavam-se no chão sendo cobertas por uma camada de névoa e apesar disso tudo, estava tudo incrivelmente calmo.
    Á essa altura, Isaac achava que estava perdido, mas ainda sim não ligava, a unica coisa que pensava sobre isso era que talvez sua mãe ainda nem tivesse notado, mesmo fazendo várias horas que ele sumiu, achava que no fundo ela não se importava muito, que enchia seu saco só para velo irritado e aquilo não era preocupação de verdade.
    O medo de morrer não era algo que invadia seu coração e o atormentava, na verdade, ele já desejou muito isso, pensando que talvez a próxima vida fosse mais calorosa e atrativa, contudo ele estava sentindo excepcionalmente com medo naquele dia.
   De repente, escutou um barulho estranho, eram passos nas folhas, não tinha certeza se eram seus ou tinha mais alguém, se virou, olhou , tremeu, suou e não havia ninguém ali, nem mesmo passarinhos.  Tomado por uma adrenalina grande, medo e vontade de correr, o garoto que achava que nada o abalaria na vida, saiu em disparada. correu  e correu, e quando não conseguia mais correr de tanto cansaço chegou em uma árvore estranhamente bonita.   A árvore era a unica em volta que estava viva, por assim dizer, era linda, parecia um "chorão" com seus galhos jogados para baixo parecendo cabelos verde - esbranquiçados e dançantes.
   Aquela árvore o chamava tanto que ele decidiu se sentar em baixo dela.
   Ele se sentou pegou sua garrafinha de água e começou a beber, contemplando sua existência e como chorou aquele garoto!! Não havia ninguém ali para ouvir então ele chorou, e chorou alto para qualquer um que estivesse ali ouvir, mas não havia ninguém então ninguém podia incomoda-lo a contemplar a sua vida comum e normal que ele tanto odiava. Isaac por um breve momento pensou e desejou que a sua família sumisse e que ele pudesse ficar sozinho em casa mas depois começou a pensar sobre a sua mãe, qual era a história dela? pensou ele que pra se ter 55 anos e não tirar o sorriso do rosto, só pode ser algum milagre, mas também pensou que talvez fosse fingimento, ele jamais suportaria viver tanto tempo. Já cansado e esgotado, o garoto adormeceu acordando só no dia seguinte.  Acordou e foi caminhar atrás de água, ainda um pouco desanimado pensou que talvez tivesse ido longe demais com a ideia e que talvez fosse a hora de voltar pra casa, ele só ia até aquela arvore bonita de novo e descansar mais um pouquinho.   Então foi até a árvore, sentou se no chão e por um momento pensou ele. " Como seria maravilhoso se houvesse um sanduíche aqui!!". Sem entender nada, Isaac ficou completamente perplexo ao notar que ao seu lado surgira um sanduíche, ele olhou cheirou e parecia bom, não pensou duas vezes e comeu claro!! logo em seguida, fazendo um teste consigo mesmo pensou, "como seria maravilhoso se houvesse suco de laranja por aqui".  O mesmo aconteceu, uma garrafinha de suco de laranja apareceu no mesmo lugar que o sanduíche, ao seu lado.
    Sem entender, se estava se sentindo assutado o feliz, Isaac correu; tentou fazer o mesmo caminho mesmo estando perdido, ele correu, quando finalmente cansou, andou algumas horas e por fim encontrou a ponte na qual ele passou no dia anterior.   Logo já estava no bosque bonito e normal, perto da praça da sua cidade barulhenta e chata.    Sem esperar mais nenhum minuto, Isaac guardou um pouco do suco e levou até sua casa, mal podia esperar pra contar essa história pra sua mãe e seus primos.
    Mas quando chegou em casa Isaac teve uma surpresa; não havia ninguém em casa e não era só isso.   A casa estava com o aspecto de abandonada, definhando e com as árvores secas, jardim sem vida, bom, o que será que tinha acontecido? Aquele dia não podia ficar mais estranho quando a sua vizinha passou e perguntou o que ele estava xeretando ali, então ele disse:   - Oi dona Vilma, a senhora sabe o que aconteceu com a minha mãe? Não está em casa e parece que aconteceu algo
grave.
    A mulher, velha e de aspecto malvado olhou desconfiada, cruzou os braços e disse:  Mas quem é a sua mãe moleque? ninguém mora nessa casa ai não e nunca morou desde que eu me mudei pra cá há 40 anos atrás, você deve ta aprontando alguma coisa não é não?
  Esse tom, deixou Isaac perplexo, ele percebeu que ela estava falando a verdade, então saiu andando sem dar mais explicações a mulher que por sua vez, resmungou algo que ele não pode ouvir e francamente não se importava.
    Acontece, que por acidente Isaac entrou no Paraíso, a árvore bonita, concedia todos aqueles desejos que as pessoas mais queriam e pediam, principalmente aqueles escondidos em seus corações, Isaac demorou mas percebeu isso, a primeiro instante sentiu que tinha feito uma burrada, mas sem perceber a frieza
do seu coração,  notou que agora, ele podia se aventurar sem sentir nenhum remorso, então pegou sua mochila, botou nas costas e sumiu no mundo.




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domingo, 7 de agosto de 2016

O Boto Cor-de-Rosa

     Quem nunca ouviu falar sobre folclore brasileiro? Claro que qualquer pessoa séria nem daria bola pra isso, afinal nossas histórias são cheias de coisas impossíveis que parecem mais histórias de pescador.
      Porém as historias, principalmente lendas urbanas surgem sempre de uma história que realmente aconteceu, claro que depois de passado a diante, a história acaba perdendo completamente seu real significado.
     Hoje vou contar para vocês a história do boto cor-de-rosa, muito presente no folclore brasileiro. O boto cor-de-rosa realmente existe, ele é o maior golfinho de água doce, e também possui um dos mais desenvolvidos ecolocalizadores do mundo,  a sua coloração rosada se deve ao tipo de rio em que vivem. O boto pode ser encontrado na Floresta Amazônica e também na Mata Atlântica assim com em alguns estados do norte do nosso país, assim como alguns outros países que ali cercam, como Bolívia e Venezuela.  Mas ok, chega de encher linguiça e bora pra história.
    Vinicius era um jovem que morou no interior do Pará, ele nunca acreditou muito em lendas ou qualquer tipo de superstição, se dizia ateu, gostava de perceber e interpretar as coisas do mundo de um jeito lógico e simples, tudo como a ciência e a física pudesse explicar.   Vinicius, se sentia meio deslocado no meio das pessoas por pensar dessa forma, sua vida não era fácil pelos seus gostos que não combinavam em nada com o estilo de vida das pessoas que o cercavam.
   Num certo dia, ele pensou em caminhar com dois amigos dentro de uma floresta pra procurar algumas frutas como mucuri, castanhas, pupunha e qualquer outra coisa que achassem por lá, os amigos de Vinicius não sabiam, mas ele gostava também de fumar maconha, e seu real objetivo ali na floresta era poder fumar em paz.
    Em determinado ponto, decidiu se separar dos seus amigos e buscou um canto para ficar em paz, usando a desculpa que precisava ir ao banheiro, claro que os amigos não entenderam bem, mas bem, deixaram pra lá.   Como passou sua vida por aquelas bandas, Vinicius conhecia aquelas florestas muito bem, jamais se perderá dentro delas, mas nesse dia algo incomum estava acontecendo, ele encontrou um arbusto com alguns frutos muito curiosos, claro que certamente parecia venenoso, mas como o medo de morrer não era algo em sua vida, quer dizer, ele já até pensou sobre isso e algumas vezes até desejou, bom, ele resolveu comer e ver no que daria, ele foi comendo o fruto que parecia quase uma framboesa de coloração azul, e não eram mirtilos, ou amoras, simplesmente jamais vira aquilo na sua vida.
    Depois de uns minutos andando, se deu conta de que estava perdido agora, a mata estava densa e ele não sabia o que fazer, então depois de andar um pouco, escutou o barulho de um rio, assim então resolveu seguiu o barulho.  Conforme ia ficando mais nítido o barulho do rio, mas frio estava fazendo e a preocupação de Vinicius só aumentava.   Até que de longe ele viu, um garoto de aparência angelical sentado num tronco perto da água, estava salvo agora, ia lá e perguntar pro garoto como ir embora.
   Aquele garoto não parecia com ninguém que ele conhecia, e ele estava estranhamente arrumado pra alguém que estava no meio da mata, mesmo assim, ele não estava com medo, apesar de intrigado, tinha que ir até o garoto.  
   - Você gostou das frutas? Disse o garoto com a voz mais linda que ele ouviu na vida.
    - Do que você está falan.. Peraí como sabe que eu comi as frutas? num tom surpreso, respondeu ao garoto.
   - Bom, o cheiro delas é de longe o cheiro que mais gosto. 
  Ok, agora ele estava realmente começando a se assustar, mas não era só isso que estava sentindo,  mas que diabos de menino era aquele, de onde veio? Precisava saber, então resolveu perguntar ao garoto, que estava lá sentado, sem falar nada, na maior calma do mundo.
    - O que faz um garoto como você, todo arrumado aqui na floresta? não sabe que é perigoso? Eu nunca vi você por esses cantos, você não é daqui não é? Por que ao menos não colocou uma roupa de caminhar na floresta? Eram tantas perguntas, que Vinicius, pensou que ele nem fosse responder todas.
     - Você não gosta de como me visto? Eu sou daqui sim, você não me conhece por que apareço de maneiras diferentes pras pessoas.
     - Do que você tá falan...
Sem poder terminar de falar, o garoto já tinha levantado e estava olhando pra ele com o olhar tão penetrante e lindo que ele não pode resistir, logo sem ao menos saber o que estava fazendo, tomou uma atitude, e quando menos percebeu estava beijando o menino e que beijo!!!
    Seu mundo estava rodando, muitas coisas estavam se passando em sua mente, sua vida, as questões que ele sempre ignorou, sua infelicidades e como se esse fosse seu ultimo sopro de vida, mas ele estava gostando muito daquilo, era de longe a melhor coisa que aconteceu na sua vida, podia ficar ali o dia todo até que.
    -VINICIUS!!! CUIDADO!!! VOCÊ ESTÁ LOUCO? SAI DESSE RIO MULEQUE.
Seus amigos estavam atrás, e olhou assustado pra trás e quando olhou pra frente de volta, viu que não tinha um garoto na sua frente, mas um golfinho de pele rosa que o mirava os olhos, nem tinha percebido, mas a água no rio já estava no seu peito, como ele foi parar ali? há um minuto ele estava de pé em solo firme.
    O boto foi embora e seus amigos vieram e o ajudaram.  Bom, ele jamais pensaria em contar essa história pra ninguém, mas assim que foi tirado da água pelos seus amigos, todos eles saíram correndo em direção a cidade sem dizer uma palavra.
     Quando chegou em sua casa, a sua mãe indignada com a sua roupa molhada e sua cara branca de espanto, quis saber o que tinha acontecido e antes que ele pudesse dizer alguma coisa o seu amigo falou por ele.
     - Foi o boto cor-de-rosa, nós vimos!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Ronald DeFeo e a Casa nº 112 da Ocean Avenue, Amityville, Nova York, Estados Unidos

Bom dia...
Eu já falei aqui no blog sobre como o cérebro humano pode fazer coisas incríveis se trabalhado, mas ainda não comentei o que ele pode fazer quando está doente, ou mesmo, como dizem, espiritualmente abalado.
    Todos já ouviram falar dessa história, claro, quem é apaixonado por anos 80 talvez lembre do filme Horror em Amityville.
    O filme, foi inspirado em uma história real, a história de Ronald DeFeo Jr. Assassino condenado após matar seus pais, e irmãos em sua casa. no dia 13 de novembro de 1973.
As vítimas eram o negociante de carro Ronald DeFeo, 43 anos, Louise DeFeo, 42 anos, e quatro de seus filhos: Dawn, 18 anos; Allison, 13 anos; Marc, 12 anos e John Mathew, 9 anos. Todos tinham sido baleados com um rifle modelo Marlin 336c calibre 0.35, cerca de três horas da madrugada daquele dia. Os pais DeFeo tinham sido baleados duas vezes, enquanto as crianças tinham sido mortas com um tiro apenas. A família DeFeo ocupava o endereço nº 112 da Ocean Avenue desde que o compraram em 1965.
    As histórias de Ronald foram todas inconsistentes sobre o ocorrido, pois há muitas divergências em todas elas, apesar dele ter acabado por confessar todos os assassinatos, como ele poderia ter matado a família inteira, cada um no seu quarto, e ninguém ouvir tiro nenhum? As vítimas estavam dormindo e não houve sinal nenhum de luta.
    Acontece que aquela casa era habitada por seres que não pertenciam a nossa dimensão, e eles podiam se comunicar com Ronald, eles sempre o acordavam na mesma hora da noite com vozes dizendo pra ele matar sua família.
    Ronald também usava LSD e Heroína, porém, os médicos disseram que no momento dos assassinatos ele estava totalmente sóbrio, então o que será que houve?
Amigos de Ronald, comentarão que ele, apesar de não se enturmar muito, parecia completamente normal, até meio feliz, pra alguém que teria tanta raiva assim da família, a ponto de mata-la enquanto dorme, contudo afirmaram também que o garoto ficava meio perturbado quando estava na sua casa, parecia outra pessoa.  "Ele estava lá com a gente, conversando e de repente parecia que seu corpo estava morto, quer dizer, estava longe seu olhar, e quando chamávamos sua atenção, ele mostrava estar ouvindo tudo, era assustador."  Disse Jane, sua amiga que morava perto.

   Ao ficar sabendo dessas histórias, a princípio, claro ficamos chocados e até meio incomodados, mas também podemos ver até que ponto a nossa mente consciente pode se deixar levar, pelo subconsciente, por isso semear o inconsciente das pessoas sempre é perigoso, mas a forma mais simples de conseguir o respeito de alguém.
   Talvez Ronald estivesse mesmo ouvindo vozes, talvez as vozes tenham sido seu próprio desgaste emocional gerado por sua família, ninguém pode dizer, mas o que nos leva mesmo a pensar é que com certeza, existe uma peça nessa história que Ronald não diz, ele conta várias versões da mesma história durante os anos em que esteve preso, mas nenhuma dela parece fazer sentido, são claramente pra desviar o foco dos reais acontecimentos e por que? quer dizer, ele foi condenado a 125 anos de cadeia, jamais irá sair da prisão, então por que insiste ainda com toda essa farsa?
    Tudo nos leva a crer que Ronald é atormentado até hoje por sua mente e pelos espíritos que conversam com ela, os mesmo que o ajudaram a assassinar sua família inteira enquanto dormia.
  E quanto a vocês? Vocês já pararam pra pensar que, se é você na sua mente que está falando, então quem é a pessoa que está ouvindo? vocês são a mesma pessoa? certeza?   
   O cérebro é algo muito fácil de se enganar, plante algumas sementes e já era, talvez Ronald estava tão cansado que teve uma ideia, nada á tirou da sua cabeça e pronto, seu cérebro não o impediu de fazer nada, muito pelo contrário, ele até ajudou.
   Por isso digo que é muito importante se conhecer, saber seus limites, pra não acabar numa dessas afinal, o maior peixe do lago, só é grande por que nunca é pego.

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